Perspectivas não tão atuais da Educação
A palestra com a professora Mariona Grané me lembrou um artigo de Moacir Gadotti que li outro dia cujo título é Perspectivas atuais da educação. O artigo em questão, escrito na virada do milênio, busca refletir criticamente e apontar algumas previsões e perspectivas sobre como a educação deve se comportar em uma sociedade em constante processo de mudança e de dinamização. O que me chamou a atenção foi que, até hoje, mesmo um país muito mais desenvolvido que o Brasil, que é a Espanha, ainda sofre com algumas questões levantadas por Gadotti em seu texto.
Talvez o ponto central do seu texto seja sua discussão sobre a era da informatização. Com relação às novas tecnologias, o autor, em sua época, vê surgindo uma onda de difusão do conhecimento e, com ela uma cultura digital estendida (ou seja, em rede), onde parte das relações sociais presenciais serão transferidas para o mundo online: essa é a chamada Revolução da Informação, tão importante quanto a Revolução Industrial ou a Revolução Agrícola no passado.
Se a educação é um reflexo da sociedade, ela deverá, portanto, se adequar a esse contexto de diferentes formas; novas oportunidades de áreas de atuação deverão surgir, então, para os educadores. Com o acesso generalizado à informação, o autor projeta que educação deverá se fazer presente o tempo todo e em todos os lugares: se o objeto da educação é o conhecimento, a educação deve evoluir ao ponto de que esteja junto as pessoas onde quer que estejam. Assim, a escola adquirirá uma função primordial de “bússola”, auxiliando na busca e na seleção de conhecimentos relevantes por entre o mar de informação em que mundo irá se afogar. A escola deverá então, acima de tudo, ensinar a pensar; ensinar como as pessoas devem se comunicar; ensinar seus alunos a pesquisar; a ter raciocínio lógico; ensinar a fazer sínteses e elaborações teóricas; ensinar a organizar o seu próprio trabalho; a ter disciplina para o trabalho; a ser independente e autônomo; ensinar articular o conhecimento com a prática; e, por fim, ensinar com que as pessoas sejam aprendizes e autônomas a distância. Assim, a escola deixa de ser lecionadora e passa a ser mediadora; o professor deixa de ser portador do conhecimento e passa a ser um mediador.
É notório ver que tais perspectivas ainda estão longe de se concretizarem. Enquanto o sistema educacional de hoje não encarar a realidade do contexto social em que vivemos e passarmos a preparar melhor nossos professores para um ensino efetivo na era da cibercultura, continuaremos falhando (como mostra a sátira no vídeo acima).
Se a educação é um reflexo da sociedade, ela deverá, portanto, se adequar a esse contexto de diferentes formas; novas oportunidades de áreas de atuação deverão surgir, então, para os educadores. Com o acesso generalizado à informação, o autor projeta que educação deverá se fazer presente o tempo todo e em todos os lugares: se o objeto da educação é o conhecimento, a educação deve evoluir ao ponto de que esteja junto as pessoas onde quer que estejam. Assim, a escola adquirirá uma função primordial de “bússola”, auxiliando na busca e na seleção de conhecimentos relevantes por entre o mar de informação em que mundo irá se afogar. A escola deverá então, acima de tudo, ensinar a pensar; ensinar como as pessoas devem se comunicar; ensinar seus alunos a pesquisar; a ter raciocínio lógico; ensinar a fazer sínteses e elaborações teóricas; ensinar a organizar o seu próprio trabalho; a ter disciplina para o trabalho; a ser independente e autônomo; ensinar articular o conhecimento com a prática; e, por fim, ensinar com que as pessoas sejam aprendizes e autônomas a distância. Assim, a escola deixa de ser lecionadora e passa a ser mediadora; o professor deixa de ser portador do conhecimento e passa a ser um mediador.
É notório ver que tais perspectivas ainda estão longe de se concretizarem. Enquanto o sistema educacional de hoje não encarar a realidade do contexto social em que vivemos e passarmos a preparar melhor nossos professores para um ensino efetivo na era da cibercultura, continuaremos falhando (como mostra a sátira no vídeo acima).
Postagem referente à palestra do dia 24/09/19.
Pois é, os problemas da educação já viraram mantra, de tanto que os repetimos através dos tempos. As mudanças são tão lentas, que às vezes se tornam quase imperceptíveis, ainda mais em tempos de velocidade dos bits, de aceleração constante. É urgente dinamizarmos os processos pedagógicos, mas para isso dependemos de investimento público: em infraestrutura, em formação de professores, em profissionalização do sistema. Muito por fazer...
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