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Mostrando postagens de dezembro, 2019

Uma reflexão sobre o currículo de Física nas escolas

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As discussões sobre o uso da internet e a necessidade de adotarmos uma melhor metodologia ao utilizarmos o livro didático me lembrou um artigo de José Chiquetto que busca criticar o currículo (especificamente de Física) adotado pela maioria das escolas. Fonte: Abre Livros É notável como a Física é apresentada aos alunos como um mero conjunto de fórmulas destinadas a resolverem problemas específicos que caem em alguma prova. Na maioria das vezes, ela não é contextualizada nem com a natureza nem com o cotidiano. O autor mostra que essa característica não é nenhum pouco atual: ela remonta aos primeiros programas de vestibulares do início do século XX, quando passou-se a se preocupar com ciência nas escolas. Tristemente, ao compararmos esse programa com o currículo atual, vemos que as diferenças são meramente conteudistas. O ensino médio naquela época era visto simplesmente como uma etapa preparatória para a universidade: nada mudou. Para criticar o status-quo do ensino, o aut...

O uso da TV no ambiente escolar: uma experiência pessoal

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A TV Escola foi criada em setembro de 1995, indo ao ar oficialmente no dia 4 de março de 1996. Foi um recurso bastante controverso disponibilizado pelo governo federal na época que tinha como princípio levar um complemento para a educação de jovens e adultos frente a introdução dessa "nova" tecnologia no contexto escolar, que era a televisão. Logo da TV Escola. Fonte: Info TV RJ Desde criança, quando meus pais colocaram uma antena parabólica em minha casa e eu passei a ter acesso a mais do que os 2 canais de TV locais, eu não saía mais da frente da televisão. Aos meus 13 anos eu assisti pela primeira vez (de maneira independente) a série Cosmos: A Personal Voyage (um programa de divulgação científica com 13 episódios escritos por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan) na TV Escola. Eu fiquei tão fascinado por aquilo que fora apresentado que tinha certeza que no futuro eu estaria seguindo carreira em uma área científica. E aqui estou, cursando Física. Eu não encontrei ...

Uma contribuição pessoal para a construção de conhecimento: fazendo o uso das licenças CC

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As Creative Commons (CC) são licenças alternativas à licença de Copyright  que permite aos criadores de conteúdo disponibilizarem para o público seus trabalhos da maneira como bem entendem com relação ao uso do que produziram, permitindo que terceiros compartilhem, remodelem e que comercializem suas criações. O esquema abaixo explica um pouco melhor sobre como funciona cada uma das seis combinações das CCs: Fonte: Research Gate Desde que comecei a me interessar por fotografia, tenho feito upload do que produzo no site Flickr , uma rede social internacional de compartilhamento de fotografias. Assim que comecei a utiliza-la, notei que ao postar minhas imagens, eu poderia atribuir a elas uma licença de copyright ou alguma das seis licenças CC. Por desconhecimento, passei a utilizar sempre a licença C, até que tomei conhecimento do projeto Astrometry , da Universidade de Toronto. O Astrometry consiste no desenvolvimento de um software  capaz de identificar automaticament...

A necessidade de um sistema operacional livre para smartphones

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Em 4 de Outubro de 1985, Richard Stallman criou a Free Software Foundation (FSF, Fundação para o Software Livre), uma organização sem fins lucrativos cuja filosofia se baseia, em essência, na liberdade de cópia, estudo e modificações de softwares . O surgimento do movimento software livre promoveu a criação de diversos programas e sistemas operacionais onde os usuários possuem total acesso e direito de manipulação sobre seus códigos, promovendo assim uma contracultura à restrição de acesso promovida por grandes corporações de softwares, como Apple e Microsoft . Richard Stallman. Fonte: FTSL Apesar bastante difundidos, sistemas livres, como os baseados em GNU-Linux, ocupam o lugar de protagonistas em uma porcentagem ainda muito pequena dos desktops  e notebooks utilizados ao redor do mundo. De acordo com uma pesquisa do  NetMarketShare feita em 2017, apenas 3,37% das máquinas faziam uso desse sistema operacional. Apesar de parecer pequeno, esse número ameaçava se igual...