O uso da TV no ambiente escolar: uma experiência pessoal
A TV Escola foi criada em setembro de 1995, indo ao ar oficialmente no dia 4 de março de 1996. Foi um recurso bastante controverso disponibilizado pelo governo federal na época que tinha como princípio levar um complemento para a educação de jovens e adultos frente a introdução dessa "nova" tecnologia no contexto escolar, que era a televisão.
Desde criança, quando meus pais colocaram uma antena parabólica em minha casa e eu passei a ter acesso a mais do que os 2 canais de TV locais, eu não saía mais da frente da televisão. Aos meus 13 anos eu assisti pela primeira vez (de maneira independente) a série Cosmos: A Personal Voyage (um programa de divulgação científica com 13 episódios escritos por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan) na TV Escola. Eu fiquei tão fascinado por aquilo que fora apresentado que tinha certeza que no futuro eu estaria seguindo carreira em uma área científica. E aqui estou, cursando Física.
Eu não encontrei Cosmos nesse canal de maneira aleatória. Nas primeiras séries do ensino fundamental, eu tive uma professora que, por não ser formada em humanidades e ciências naturais, utilizava de documentários exibidos pela emissora como forma de tentar nos educar nessas áreas. Sem nenhuma metodologia, a professora simplesmente nos reunia nos fins de tarde e utilizava a TV e o videocassete dados pelo governo para exibir os programas. Mesmo sem nenhum domínio da situação, eu acabei ficando totalmente interessado pelo canal por causa do conteúdo que eu via sendo exibido. A partir de então, passei sempre a assistir e a adquirir certo conhecimento que era exibido na tela.
Fico pensando na tamanha potencialidade de uso que aqueles documentários tinham para mim e pelos meus colegas se minha professora tivesse tido formação suficiente que a capacitasse a utilizar tal material e tal tecnologia de maneira adequada. Esse pensamento se mantem comigo ainda hoje.
Apesar de estarmos caminhando cada vez mais para uma universalização do uso da internet, a realidade brasileira nos mostra que a televisão ainda é um dos veículos de comunicação que mais atingem os lares populares. Não podemos descartar essa tecnologia e tudo aquilo que ela tem a nos oferecer quando utilizada adequadamente em metodologias de ensino.
Logo da TV Escola. Fonte: Info TV RJ
Desde criança, quando meus pais colocaram uma antena parabólica em minha casa e eu passei a ter acesso a mais do que os 2 canais de TV locais, eu não saía mais da frente da televisão. Aos meus 13 anos eu assisti pela primeira vez (de maneira independente) a série Cosmos: A Personal Voyage (um programa de divulgação científica com 13 episódios escritos por Carl Sagan e sua esposa Ann Druyan) na TV Escola. Eu fiquei tão fascinado por aquilo que fora apresentado que tinha certeza que no futuro eu estaria seguindo carreira em uma área científica. E aqui estou, cursando Física.
Eu não encontrei Cosmos nesse canal de maneira aleatória. Nas primeiras séries do ensino fundamental, eu tive uma professora que, por não ser formada em humanidades e ciências naturais, utilizava de documentários exibidos pela emissora como forma de tentar nos educar nessas áreas. Sem nenhuma metodologia, a professora simplesmente nos reunia nos fins de tarde e utilizava a TV e o videocassete dados pelo governo para exibir os programas. Mesmo sem nenhum domínio da situação, eu acabei ficando totalmente interessado pelo canal por causa do conteúdo que eu via sendo exibido. A partir de então, passei sempre a assistir e a adquirir certo conhecimento que era exibido na tela.
Fico pensando na tamanha potencialidade de uso que aqueles documentários tinham para mim e pelos meus colegas se minha professora tivesse tido formação suficiente que a capacitasse a utilizar tal material e tal tecnologia de maneira adequada. Esse pensamento se mantem comigo ainda hoje.
Apesar de estarmos caminhando cada vez mais para uma universalização do uso da internet, a realidade brasileira nos mostra que a televisão ainda é um dos veículos de comunicação que mais atingem os lares populares. Não podemos descartar essa tecnologia e tudo aquilo que ela tem a nos oferecer quando utilizada adequadamente em metodologias de ensino.
Postagem referente à aula do dia 19/11/19.

Veja como o simples fato da professora oferecer o acesso aos alunos já faz diferença. Claro que a formação do professor é essencial, mas a abertura para deixar os meninos terem contato com as informações também o é. Parabéns para os professores que não bloqueiam os conteúdos, que oferecem aos alunos oportunidades para experimentar e navegar por territórios novos.
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