O papel da Educação na cibercultura



É muito improvável, senão impossível, que um ser humano dentro de nossa sociedade moderna não esteja inserido, de uma forma ou de outra, dentro do ciberespaço: esse conceito foi desenvolvido por estudiosos da área para classificar o espaço formado pelos computadores, softwares, e pessoas, todos conectados em rede.

A partir da década de 80, quando os microprocessadores começaram a ter um valor acessível para pessoas comuns os adquirirem, iniciamos uma rápida transição de uma sociedade simplesmente digital (ou seja, que utilizava tecnologias digitais off-line, em sua maioria), para uma sociedade em rede. Dos anos 2000 pra cá, praticamente todo tipo de interação social envolve, em um certo nível, a troca de informações online entre pares. A cada dia que passa, o ciberespaço tende a adquirir um status de onipresença.

Essa conexão generalizada causou uma benéfica dinamização no processo de troca de informações e conhecimento entre pessoas. Fomos tirados de uma condição de meros consumidores para efetivos produtores de conteúdo, como estou fazendo nesse exato momento ao publicar esse texto. Esse e todos os novos comportamentos adquiridos pela nossa sociedade atual e que só se tornaram possíveis com o advento do ciberespaço compõem a cibercultura.

Dessa forma, vejo que o papel da Educação dentro desse novo contexto em que vivemos está em justamente nos educar a fim de que saibamos nos comportar frente a esse não-tão-novo espaço de relacionamento interpessoal e que saibamos agregar conhecimento a essa nova forma de cultura que foi estabelecida.

Postagem referente à aula do dia 17/09/19.

Comentários

  1. sim, esse é o papel da Educação, e mais propriamente da escola; no entanto, quando a maioria das escolas cerceia o acesso às redes, aos ambientes de partilha de conhecimento, fica difícil educar para um uso crítico e responsável.

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