A necessidade de um sistema operacional livre para smartphones
Em 4 de Outubro de 1985, Richard Stallman criou a Free Software Foundation (FSF, Fundação para o Software Livre), uma organização sem fins lucrativos cuja filosofia se baseia, em essência, na liberdade de cópia, estudo e modificações de softwares. O surgimento do movimento software livre promoveu a criação de diversos programas e sistemas operacionais onde os usuários possuem total acesso e direito de manipulação sobre seus códigos, promovendo assim uma contracultura à restrição de acesso promovida por grandes corporações de softwares, como Apple e Microsoft.
Apesar bastante difundidos, sistemas livres, como os baseados em GNU-Linux, ocupam o lugar de protagonistas em uma porcentagem ainda muito pequena dos desktops e notebooks utilizados ao redor do mundo. De acordo com uma pesquisa do NetMarketShare feita em 2017, apenas 3,37% das máquinas faziam uso desse sistema operacional. Apesar de parecer pequeno, esse número ameaçava se igualar ao de usuários de MAC OS (3,59% do mercado).
O fator principal que é refletido nessa estatística é o de que, hoje em dia, os hardwares já são vendidos com tais sistemas operacionais proprietários instalados, sem que o mercado forneça uma opção de venda alternativa, separando-os em compras distintas. Assim, um usuário leigo, ao comprar um desktop, por exemplo, por não saber fazer dual boot em seu HD, opta por continuar a utilizar o sistema no qual seu computador já veio originalmente programado. Assim se mantem a soberania do software proprietário. Por o usuário não ter controle ao código fonte das aplicações que utiliza, seus dados estão a mercê dos interesses do mercado, onde as empresas donas do sistema operacional se valem do acordo de venda de informações que o utilizador fez sem que ao menos soubesse que estava fazendo-o.
Ainda assim, caso alguém queira se libertar desse sistema, há opções disponíveis para tal. Basta desinstalar o sistema operacional proprietário vigente e instalar um livre, de maneira rápida e segura. O mesmo não ocorre para os smartphones.
De acordo com um estudo publicado no site Mobile Time, 92% dos brasileiros possuem ou usam smartphones com frequência, número significativamente superior ao uso de notebooks (70%) e computadores desktop (64%). Se já é difícil esperar que alguém que adquire uma máquina com software proprietário se liberte do mesmo, é impossível esperar que um usuário de smartphone faça o mesmo processo já que nem mesmo existe um sistema operacional livre adequado para tal.
A venda de informações por parte de grandes empresas donas de sistemas operacionais proprietários para celulares é muitíssima superior à venda por parte do uso de desktops e notebooks. Isso acontece porque estamos a todo momento e a todo lugar utilizando nossos aparelhos telefônicos. Ali ficam registrados nossos passos, com quem interagimos e com o que nos interessamos. Há-se uma profunda necessidade de que uma opção livre nos seja oferecida também para o uso dessa máquina. Não podemos mais nos submeter ao uso de apenas duas opções de mercado.
Richard Stallman. Fonte: FTSL
Apesar bastante difundidos, sistemas livres, como os baseados em GNU-Linux, ocupam o lugar de protagonistas em uma porcentagem ainda muito pequena dos desktops e notebooks utilizados ao redor do mundo. De acordo com uma pesquisa do NetMarketShare feita em 2017, apenas 3,37% das máquinas faziam uso desse sistema operacional. Apesar de parecer pequeno, esse número ameaçava se igualar ao de usuários de MAC OS (3,59% do mercado).
O fator principal que é refletido nessa estatística é o de que, hoje em dia, os hardwares já são vendidos com tais sistemas operacionais proprietários instalados, sem que o mercado forneça uma opção de venda alternativa, separando-os em compras distintas. Assim, um usuário leigo, ao comprar um desktop, por exemplo, por não saber fazer dual boot em seu HD, opta por continuar a utilizar o sistema no qual seu computador já veio originalmente programado. Assim se mantem a soberania do software proprietário. Por o usuário não ter controle ao código fonte das aplicações que utiliza, seus dados estão a mercê dos interesses do mercado, onde as empresas donas do sistema operacional se valem do acordo de venda de informações que o utilizador fez sem que ao menos soubesse que estava fazendo-o.
Ainda assim, caso alguém queira se libertar desse sistema, há opções disponíveis para tal. Basta desinstalar o sistema operacional proprietário vigente e instalar um livre, de maneira rápida e segura. O mesmo não ocorre para os smartphones.
O uso de sistemas operacionais no mercado ao redor do mundo. Fonte: Ninja do Linux
De acordo com um estudo publicado no site Mobile Time, 92% dos brasileiros possuem ou usam smartphones com frequência, número significativamente superior ao uso de notebooks (70%) e computadores desktop (64%). Se já é difícil esperar que alguém que adquire uma máquina com software proprietário se liberte do mesmo, é impossível esperar que um usuário de smartphone faça o mesmo processo já que nem mesmo existe um sistema operacional livre adequado para tal.
A venda de informações por parte de grandes empresas donas de sistemas operacionais proprietários para celulares é muitíssima superior à venda por parte do uso de desktops e notebooks. Isso acontece porque estamos a todo momento e a todo lugar utilizando nossos aparelhos telefônicos. Ali ficam registrados nossos passos, com quem interagimos e com o que nos interessamos. Há-se uma profunda necessidade de que uma opção livre nos seja oferecida também para o uso dessa máquina. Não podemos mais nos submeter ao uso de apenas duas opções de mercado.
Postagem referente à aula do dia 05/11/19.


Sim, a questão dos softwares para smartphones é um problema. O monopólio nessa área é poderoso. Agora, os chineses estão liberando mais uma alternativa, mas com certeza é mais um software proprietário, o que nos deixa sempre refém de uma ou de outra empresa. E não visualizamos iniciativas que encaminhem para um sistema livre para esses dispositivos. A mão poderosa do mercado comandando os fios que nos movem...
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